domingo, 14 de outubro de 2012

Ir embora né

Vou contar a história de uma pessoa legal, que machuca sem querer, e não quer fazer as coisas por mal. O problema é que quando você é assim, você machuca e não percebe, e se tem gente quieta, você nunca vai saber. Daí você se passa como um babaca, um idiota que não sabe o que quer. Olha eu to escrevendo um texto, to quebrando o ritual de escrever texto pra mesma pessoa a tanto tempo, e to escrevendo esse pra você. Não to te julgando, a escolha é sua, mas é claro que eu ia adorar que você ficasse. Mas sonho é sonho, e eu entendo que você tenha um, só que precisava? Sei lá, podia só ficar mais um tempinho, ver se vai dar certo, porque se não desse certo, eu não tinha culpa, e sei lá, a gente podia tentar até quando desse. Mas você acabou de cara, quis dizer que ia embora 3 meses antes, pra eu me privar. Isso é certo sim, mas até quando é certo? Daí 3 meses antes, eu fico triste, fico quieta, mais calada, o mundo inteiro cai na minha cabeça, e eu não posso nem procurar você, pra me desmontar inteira e você me montar, porque dali a 3 meses você tá me dizendo adeus, e eu com o coração na mão. Daí eu sumi um dia, e você percebe, felicidade imensa, você pede porque, e a minha resposta de sempre é 'não tava bem' 'não tava legal' 'tava meio triste' e só, acaba ali. Mas porque você tem que ir embora? Se você pode escolher, porque não escolhe ficar? Então tá, ficamos por isso, você lê esse texto um dia desses, vê que é pra você, e daí você escolhe, se a sua revolta for eu ter escrito pra você, se foi eu nunca ter dito nada pra você, ou se foi qualquer outra coisa. Você vai embora mesmo né.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mais um

Senti saudade, e lembrei que você poderia estar ali, mas já não queria mais. Não havia mais tempo. Despedi-me da saudade, deixei a falta, e tudo que me trouxesse suas lembranças. Agora tudo acabou. Só ficou em mim toda a parte que não é você. A parte que não estremece quando você chega, e a parte que não se despedaça quando você sai. Daí, percebi que sobrou pouco de mim. Sobrou um pouquinho de mim, que nem sei bem definir se ainda sou eu. Mas eu to te escrevendo, porque é ruim sentir tudo se apagando, todo dia que eu acordo. Quase não me reconheço mais. Minhas atitudes mudaram. Meus passos desembaralharam, e caminho na direção que custei a entender que deveria. As coisas mudaram. E tomei atitudes que sanidade nenhuma me deixaria tomar. Continuo a mesma, só mais fechada, mais calada, mais dura, mais fria, menos intensa. Aprendi a desacreditar. Porque continuar seguindo caminhos tortos é doloroso, por mais que pareçam mais bonitos. Daí eu voltei aqui, te escrever um último texto, pela segunda ou terceira vez, voltei pra salientar que não preciso de você, e todo aquele papo idiota de sempre, que fica estampado na sua cara, mas que você tá ressuscitando aqui dentro de mim. Voltei dizendo que as coisas mudaram, porque a cada vez que você vai embora, as coisas mudam, eu me fecho mais, entro naquele estado sólido que me parece agradável e fico ali, esperando você prometer alguma coisa que vai mudar minha vida pacata e sem graça. A diferença infame, é que agora, eu continuo na minha vidinha pacata e sem graça, no meu estado sólido, sem esperar você voltar, ou até espero. Mas não vem. Não volta. Não muda. E você tá aí lendo esse texto, rindo da minha cara, mas sabe... quem muito ri, uma hora se estraçalha. Tenho orgulho demais do que sinto, e vou manter aqui, mas andar em círculos é cansativo, por isso eu penso à frente, e não importa mesmo, se você não sair daqui, eu até quero que fique, só que uma hora vai acabar. Minha vida pode ser pra sempre sem graça, murcha, e tudo aquilo que lhe parece ruim, pode ser, mas se eu tiver alguma coisa pra ocupar meus dias, e nem precisa ser você, se eu tiver, eu to bem, porque hoje eu to durinha. Dor, eu nem sinto mais.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Hoje eu to dura, feito uma rocha, então, não bate de frente, porque quem se machuca é você.